“Armas matam muito mais!!”

desarmamento

Por ser instrutivo, reproduzo aqui o diálogo que tive com uma prima há poucos dias, no grupo de whatsapp da família. Ela iniciou a conversa, e eu respondi:

(…) E só pra concluir: falta de amor mata. Mas armas matam muito mais!!

– Nas mãos certas, armas também impedem muitos massacres. Em si mesmas, as armas são absolutamente inocentes.

E quem seriam as “mãos certas”? Mãos são regidas por cabeças/cérebros, que não são inocentes… Pessoas mudam de humor e matam. Têm diferenças religiosas e políticas – e matam… As armas são inocentes… os supremacistas brancos de hoje na Nova Zelândia, não.

– Exatamente. O problema é o coração do homem, não as armas. Proibi-las por lei não vai atrapalhar em nada os atos dos homens maus, que não se importam com leis, e prejudicará somente os que desejam ter armas (registradas) para se defenderem. É interessante observar que o próprio Jesus ordenou em certa ocasião que seus discípulos portassem armas, conforme o evangelho de Lucas 22.35-38, embora ele não fosse chefe de um grupo guerrilheiro.

Ok, num momento decisivo, quando os que perseguiam e matariam Jesus também perseguiriam seus seguidores. Em todo o restante do evangelho, Jesus apresenta apenas paz, amor (inclusive pelos inimigos) e ira com a mercantilização da mensagem de Deus. Desculpa, mas não consigo reduzir os ensinamentos de paz, amor e empatia do Novo Testamento a esses 3 versículos de Lucas 22.

– A mensagem de paz, amor e empatia do Evangelho não dá direito a ninguém de OBRIGAR terceiros (por meio de leis, ameaça de prisão – e armas) a se desarmar! É EVIDENTE que o desarmamento compulsório só concentra mais poder nas mãos de uma minoria – cada vez mais bem armada, óbvio. Tanto é assim que as políticas públicas desarmamentistas são obrigadas a usar de sentimentalismos para convencer os incautos: “armas matam; crianças podem morrer; arma: ou ela ou eu”, etc.

O Estado deveria se concentrar em reprimir a compra e venda ilegal das armas – e não em legalizá-las. Ter armas não tranquiliza ninguém, só traz mais medo a todos.

– “O Estado deveria se concentrar em reprimir a compra e venda ilegal das armas”: perfeito, esse é o papel dele, separar o legal do ilegal com vistas ao bem comum, e não igualar gente honesta a malfeitores.
Todos os massacres e genocídios perpetrados ao longo da história da humanidade se deram após o desarmamento civil pelas autoridades. No século passado começou em 1915 na Armênia pelos turcos, nos anos 1930 na Ucrânia e na Alemanha, depois na China, Camboja, e assim será até o fim dos tempos.
Esta é a última vez que falo sobre o assunto. A ideia do desarmamento total da população é inerentemente totalitária e, em última instância, diabólica. Qualquer um que seja favorável a isso é ou mal informado (inocente útil) ou mal intencionado (mau caráter).

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