Feliz Aniversário, Charles Darwin

Acabei me esquecendo: dia 12 de fevereiro foi o aniversário de nascimento do famosíssimo Charles Darwin. Com um pequeno atraso, divulgo aqui um texto escrito para a comemoração dos 200 anos de nascimento do cientista, que ocorreu em 2009. Li o artigo naquela época, e o achei tão extraordinário, mas tão extraordinário, que fiz QUESTÃO de traduzi-lo! São apenas três páginas, mas que valem por trezentas, ou três mil. Começa assim:

Em 12 de fevereiro de 1809 nasceram Abraham Lincoln e Charles Darwin – uma coincidência muito interessante. Há outras coincidências incríveis em suas vidas: suas mães morreram muito cedo, menos de um ano entre uma e outra – a mãe de Charles, Susanna, em 1817, e a mãe de Abraham, Nancy, em 1818. Ambas perderam três crianças.

Ainda mais interessante: ambos eram abolicionistas convictos – Charles talvez mais do que Abraham. Para dizer o mínimo, Darwin alistou-se no exército do norte dos EUA para vencer a Guerra Civil americana e levar a escravatura à extinção. Ele chegou a escrever em uma carta: “Alguns poucos – e pela vontade de Deus, eu sou um deles –, mesmo ao custo da perda de milhões de vidas, desejam que o Norte proclame uma cruzada contra a escravidão. No longo prazo, um milhão de mortes cruéis seriam amplamente recompensadas pela causa da humanidade… Grande Deus, como eu gostaria de ver essa grande maldição, a escravidão, abolida da face da terra”. Ele admirava Lincoln, mas achava-o demasiadamente tímido.

O ódio de Darwin pela escravatura não era um modismo fortuito. A causa abolicionista foi tomada com grande força e indignação pelos avôs de Charles, Erasmus Darwin e Josiah Wedgwood. Erasmus e Josiah lutaram lado a lado com o grande William Wilberforce contra o tráfico de escravos britânico. A aliança da família Darwin-Wedgwood, consolidada no casamento dos pais de Charles, Robert Darwin e Susanna Wedgwood, produziu uma frente unida de tias, tios, primos e irmãos, todos firmes e solidamente contrários à escravidão. (…)

Aqui o artigo completo: Feliz Aniversário, Charles Darwin

“Coisas que até um ateu pode ver”: recomendação de leitura

Recomendo enfaticamente a leitura completa deste pequeno artigo do Rev. Augustus Nicodemus Lopes, da Universidade Mackenzie (SP), sobre as últimas descobertas que alguns dos mais respeitados cientistas do mundo tem feito nos últimos anos.

(Não tenho certeza, mas acho que esse tipo de notícia não costuma ser divulgado nas revista populares de ciências, tipo Superinteressante, Galileu, Scientific American. Que saco…)

Um número razoável de cientistas e filósofos ateus ou agnósticos vem em anos recentes engrossando as fileiras daqueles que expressam dúvidas sérias sobre a capacidade da teoria da evolução darwinista para explicar a origem da vida e sua complexidade por meio da seleção natural e da natureza randômica ou aleatória das mutações genéticas necessárias para tal.

Poderíamos citar Anthony Flew, o mais notável intelectual ateísta da Europa e Estados Unidos que no início do século XXI anunciou sua desconversão do ateísmo darwinista e adesão ao teísmo, por causa das evidências de propósito inteligente na natureza. Mais recentemente o biólogo molecular James Shapiro, da Universidade de Chicago, ele mesmo também ateu, publicou o livro Evolution: A View from 21st Century, onde desconstrói impiedosamente a evolução darwinista.
E agora é a vez de Thomas Nagel, professor de filosofia e direito da Universidade de Nova York, membro da Academia Americana de Artes e Ciências, ganhador de vários prêmios com seus livros sobre filosofia, e um ateu declarado. Ele acaba de publicar o livro Mind & Cosmos (“Mente e Cosmos”) com o provocante subtítulo Why the materialist neo-darwinian conception of nature is almost certainly false (…)

(Caso o link acima não funcione, leia o artigo neste endereço:)

https://dl.dropbox.com/u/90663120/Coisas%20que%20at%C3%A9%20um%20ateu%20pode%20ver.pdf