Frankfurt: entre o tempo e a eternidade

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Esta semana, na abertura da maior e mais antiga Feira do Livro do mundo, na qual o Brasil é o país homenageado, o escritor brasileiro Luiz Ruffato fez um discurso muito duro (divulgado pelo escritor no Google docs) denunciando as várias mazelas históricas do nosso país. Sem entrar no mérito das questões levantadas por ele – ou da conveniência da ocasião -, não tenho como deixar de tecer um comentário sobre a conclusão de sua fala:

Porque penso que o destino último de todo ser humano deveria ser
unicamente esse, o de alcançar a felicidade na Terra. Aqui e agora.

Ora, o destino último e a felicidade última de cada ser humano jamais poderão ser encontrados unicamente na Terra, porque nossas raízes estão fincadas no transcendente, ie, na eternidade. Só quem reconhece essa realidade tem condições, de fato, de alcançar a felicidade – AQUI E AGORA. A literatura, em sua melhor forma, aponta para isso.

(A propósito: como será a literatura produzida pelo Luiz Ruffato, hein? Vou dar uma olhada…)